Gestão de Processos e de Projetos em 2019
- Luís César Menezes, MSc, PMP
- Jan 11, 2019
- 3 min read
2019 pode ser considerado um ano de esperança. Esperança não no sentido lúdico mas sim com o significado de “esperar”, “gerar resultados”, “atingir”.

Durante os anos anteriores vivemos verdadeiras montanhas russas na nossa economia o que trouxe impactos grandes tanto as operações quanto aos investimentos das empresas. Momentos de renovação e de muita decepção por tudo o que ocorria no cenário macroeconômico. Tivemos períodos de crescimento localizado, momentos de muita contenção (muitos com resultados negativos) e, outros até, de euforia pelos resultados alcançados. 2019 reúne um conjunto de fatores que tendem a favorecer o desenvolvimento socioeconômico no Brasil. Os recursos, entretanto, estão mais seletivos e são muito mais regrados, para sua aplicação, do que o foram anteriormente. Deve, entretanto, ser um ano melhor do que os 5 ou 6 anos anteriores. A gestão de processos (e seus indicadores de desempenho) deve capitanear a continuidade dos trabalhos nas empresas. Um adequado mapeamento, a responsabilização, o estabelecimento de indicadores de desempenho e análises críticas periódicas devem garantir melhores condições e correções salutares nas operações das organizações. Processos aplicam- se tanto na geração de serviços quanto na fabricação de produtos e a sua repetibilidade é que permite uma abordagem consistente, com base em indicadores que reflitam o sucesso ou falha do processo. A gestão de projetos tem um outro papel. Esse papel é o de garantir a renovação nas organizações, a inovação tanto no âmbito tecnológico quanto organizacional. A gestão de projetos tem sido fortalecida como ferramenta, como instrumento de intervenção na gestão das empresas. Os modelos liderados por empresas de primeiro mundo e que buscam as melhores condições para que a indústria 4.0 seja uma realidade, já se refletem na atividade agrícola (o que está sendo conhecido como Agricultura 4.0) e em inúmeras atividades de serviço.
São apenas “modelos” mas que, num mercado competitivo, devem ser observados e, quando possível, analisados e implementados no que tem de melhor em seu desenho. Os modelos que nos levam a este novo universo de troca de informações e de tomada de decisões entre máquinas e equipamentos, exige de per si que os processos sejam conhecidos, melhorados e, sempre que possível, otimizados. São exigidos processos lean para atender as novas demandas. Assim, se quisermos continuar vivos, mesmo não estando a nossa porta esse universo 4.0, temos que nos esmerar, desenhar, educar, treinar, observar, medir, prestar atenção nos desvios, corrigir, melhorar, melhorar e melhorar, sempre. Isso garante não apenas a continuidade operacional, mas dá condições para que ela possa ser melhorada, sistematizada e automatizada. Processos bem desenhados faz com que a empresa se perpetue, garanta elevados graus de competitividade, preserve empregos e forje um conjunto de condições saudáveis a todos, e para o crescimento de qualquer organização. Um melhor desenho dos processos forja a condição para que melhorias na empresa possam ser processadas, o que deve ocorrer via projetos. Neste último âmbito, existem inúmeras organizações buscando uma especialização em métodos ágeis como fonte para o novo. Os resultados são, em alguns casos positivos, em outros, nem tanto. Os métodos híbridos para a gestão de projetos surgem, então, como um mecanismo mais seguro e que garante a obtenção de resultados que sejam desejados pela organização. Um dos grandes méritos da aplicação tanto da gestão de processos quanto da gestão de projetos, já observado em inúmeras situações e indústrias, está no desenvolvimento de habilidades técnicas (hard skills). Estas habilidades de gestão orientam, tecnicamente, como gerar resultados, como fazer as entregas e garantir que o escopo, os prazos, orçamentos e qualidade sejam atendidos. Outros ativos, tanto num processo como num projeto podem, entretanto, ser melhor administrados com o desenvolvimento de habilidades comportamentais (soft skills). Elas permitem que as comunicações sejam mais fluídas e transparentes, fortalecem o entendimento de necessidades e atendimento de expectativas de stakeholders estratégicos e levam gestores a conduzirem melhores negociações, facilitam a gestão de mudanças e a gestão de riscos, que podem dificultar que os resultados previstos sejam atingidos. As habilidades técnicas nos trazem melhores estimativas de prazos e de custos, facilitam a identificação de riscos, as entregas e avaliação da qualidade. Já as habilidades comportamentais facilitam a liderança, o relacionamento interpessoal, a comunicação e a solução de conflitos, elementos que, nem sempre, são trabalhados nem considerados pelos gestores de plantão. Assim, a expectativa de termos mais e melhores aplicações tanto na gestão de processos quanto na gestão dos projetos amplifica o potencial de crescimento nestes dois âmbitos: soft e hard skills. O resultado é certeiro, maior produtividade do capital investido, maior satisfação e retenção dos profissionais de valor a empresa. Que você tenha um 2019 frutuoso! Que as suas aplicações na gestão promovam uma colheita espetacular em seus resultados. Luis Cesar Menezes































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